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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Santa seria a paciência ou a consciência.




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Rapaz estava sentado em seu carro escutando musica em seu velho aparelho de CD quando começou a tocar uma musica que o fez lembrar de alguém, a letra da musica era tudo que ele queria falar a ela, escolha das palavras perfeitas para a ocasião... Estava apaixonado. Pensou ser incrível como certas pessoas tinham o dom de colocar em versos tudo que sentiam e de como ele tinha dificuldades em por seu sentimento em um simples pedaço de papel. Gostaria de poder escrever a ela tudo que estava em seu coração, mas não era tão fácil assim. Será que palavras de outra pessoa dariam certo?

Então sua consciência a qual ele considerava ser feminina lhe sussurrou que ele deveria usar suas próprias palavras, sim porque se realmente o homem tivesse um lado feminino seria esse... Sua consciência, porque esta, sempre lhe sussurrava conselhos tão bem ponderados.

Então resolveu fazer um pequeno ensaio e em voz alta começo a falar o que no momento veio em sua cabeça:

- E ai mina, você é a goiaba de meu queijo, a mosca da minha sopa... 

E quando esperou algum comentário de sua consciência... Ela ficara muda, ela simplesmente desfaleceu, ficou fora de orbita por tamanha asneira.

Ele não conseguia entender, foi quando ela deu sinal de existência, lhe sussurrando para antes de qualquer coisa fosse importante que ele fizesse um cursinho de português para que aprendesse a usar melhor as palavras e aprender o significado de certas frases...

(...) Mosca da minha sopa? ...argh

Santa consciência ou paciência... Ninguém merece... Melhor copiar a letra da musica :))))

imagem do meu acervo.
(há se tenho o rascunho com a letra da musica que mal consegui entender? é uma mera coincidência ou talvez não)


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imagens do Google 


terça-feira, 3 de abril de 2018

O pedido e a segurança... Hoje o texto é dela.. Por Ana Gabriela, a praguinha...

Texto da filhinha: O Pedido e a Segurança

Por: Ana Gabriela


Por onde andei enquanto estive fora da cama na madrugada anterior, me perguntavam naquela manhã de quarta-feira. Deixei as perguntas em branco, como se fossem retóricas, mas não propositalmente e sim pelo fato de não saber as respostas.
Eu sempre gostei de ouvir histórias sobre meu problema de sonambulismo, costumavam ser engraçadas e aquele dia ninguém tinha nada tão plausível a me contar. O pouco que podiam relatar-me era que por nenhum motivo que pudesse explicar Madame Lúcia acordou assustada e sentiu necessidade de me ver antes de voltar a se deitar, mas em meu quarto não me encontrou.

Pensou consigo que eu devia estar dormindo em pé em algum cômodo da casa, pôs-se a me procurar só que eu não estava em lugar algum, começou a me procurar em desespero por tudo, já me acharam escondida atrás dos móveis, mas não adiantou de nada.
Quando voltou para checar meu quarto eu estava deitada, aparentemente adormecida, a janela batia e o vento uivava agitando as cortinas. Até agora me pergunto por que eu teria aberto a janela?

(...)

Sentei no jardim, a tarde estava bonita, como de costume tentei escrever um pouco, tinha um mistério e ideias ótimas para uma pequena história do que poderia significar os acontecimentos da noite. Engraçado, nada do que eu escrevia ficava realmente bom pra mim, passei o resto do dia escrevendo e reescrevendo tentativas de fazer eu própria me impressionar, as ótimas ideias não pareciam tão boas no papel. De repente eu percebi que tudo o que eu estava pensando e escrevendo podia realmente ter acontecido, eu poderia ter saído de casa pela janela, poderia ter andado na rua, ido em lugares que nem podia imaginar. Isso era o que sempre me preocupou, não só a mim, mas a todos da mansão. Lembrei, eu tinha feito, sim, tinha feito uma carta para meu anjo protetor, eu sempre fazia isso quando sentia um medo grande e fiz isso no dia que escutei Madame Lúcia comentando com os demais que eu teria tentado abrir a porta e sair por ai noite adentro, de tão preocupada ela todas as noites tirava a chave da fechadura.

A carta:

"Querido Anjo, será que podes tomar conta de mim a noite, para que nada de ruim possa acontecer que meu corpo não faça o que minha mente saiba que não é seguro. Controle-me. Antes que eu vá até o perigo me leve com você, me leve até a sua morada."

Procurei a carta entre muitas guardadas na tábua solta atrás da escrivaninha, muitas coisas pessoais eu escondia lá. Quando a encontrei meu coração não conseguia se decidir entre sentir o alivio ou a apreensão, mas ele bateu tão forte que eu conseguiria senti-lo em todas as partes do meu corpo. Estava lá, em letras brilhantemente douradas.

A resposta:

"Espero que goste de andar nas nuvens".



Amo este texto e o relendo resolvi compartilhar.